23 de junho de 2016

Chapeuzinho(S) Vermelho(S)

Obra de Gustavo Doré. Desenhista francês renomado que ilustrou
obras infantis como Cinderela e Chapeuzinho Vermelho. 
Conheça mais: http://dore.artpassions.net/ e

Quantas versões cabem em uma história? Quantas história a criatividade dos escritores e das escritoras permitirem, principalmente quando se é um clássico como Chapeuzinho Vermelho. 
A história da menina que usa capuz vermelho é bem antiga e nasce na europa. Sua primeira versão foi escrita por Charles Perraut no século XVII, intitulada Le Petit Chaperon Rouge, mas há controvérsias sobre a autoria ser de Perraut. Existem estudiosos que acreditam que o autor só fez um apanhado dos contos populares da época e registrou. Para quem quiser aprofundar um pouco mais no assunto um bom começo é o artigo Chapeuzinho Vermelho: Comparação de Versões Traduzidas no Brasil. 
Já no século XIX os Irmão Grimm lançaram outras duas versões. O que diferenciava a versão do Perraut e dos Irmão Grimm era que a primeira não havia final feliz e nas outras duas já havia um diálogo com a resistência da vovó e Chapeuzinho e finais felizes.

Peça de teatro Chapeuzinho Vermelho dirigida por Eduardo Leão e
com trilha sonora do grande André Ambujamra que abrilhanta
o espetáculo que tem ausências de falas.

Hoje, reuni alguns livros sobre versões desse clássico infantil que encanta crianças de todos os lugares, idade e tempo. Fiz um apanhado da minha estante de livros, mas sei que há outros milhares que são tão maravilhosos quanto. Deliciem-se!



Livro: A Verdadeira História de Chapeuzinho Vermelho
Autora: Agnese Baruzzi
Ilustração: Sandro Natalini
Editora: Brinque-Book

Essa versão mostra o princípio de tudo. Ela precede a história tão conhecida, mostra como o Lobo se tornou tão mal e principalmente como Chapeuzinho tão boa menina.
O livro começa com uma carta do Lobo Mau para Chapeuzinho Vermelho pedindo ajuda para ficar bom, ou melhor, para ser uma criatura adorável e principalmente melhorar a ortografia (a carta está cheias de erros gramaticais, ele até assina como Lobo Mal). 
No desenrolar da história, Chapeuzinho Vermelho ajuda o Lobo a ficar bom, mas tão bom que causa ciúmes nela. Todo mundo só falava no Lobo e sua bondade. Chapeuzinho movida por esse sentimento ruim estraga tudo e o Lobo volta a ser o que era... Só não vou contar como para não estragar a história que é deliciosa do início ao fim. É um livro que faz o leitor interagir o tempo todo, pois tem a possibilidade de abrir a carta para ler até folhear o livro de receitas.
Última página do livro.



Livro: Uma Chapeuzinho Vermelho
História e Ilustração: Marjolaine Leray
Editora: Comapanhia das Letrinhas

Quem disse que a Chapeuzinho Vermelho é uma menina indefesa e que necessita do caçador para salva-la? Essa Chapeuzinho vai de encontro com todas que você conhece! Ela é questionadoras e perspicaz, igual a criança que te rodeia. O melhor de tudo é que ela ainda consegue se livrar do Lobo sozinha. O livro é inteligente, divertido e tem uma ilustração que dialoga maravilhosamente com o texto, pois os "rabiscos" feitos de lápis preto e vermelho dão um tom ingênuo que a personagem não possui, muito pelo contrário é ela que domina a narrativa, mas os desenhos proporcionam um toque de ironia à história!



Livro: Na Verdade Chapeuzinho Vermelho Estava Estragada!
Autora: Trisha Speed Shaskan
Ilustrador: Gerald Guerlais
Editora: Ciranda Cultural

Na minha opinião essa foi a versão mais criativa que já li sobre a história. Quem me apresentou foi uma companheira de trabalho que amo muito... e foi um alegre presente conhecer essa história. Dei muitas risadas! A história fala de um Lobo que era vegetariano e que amava maçãs... numa estiagem na floresta, sem alimentos, resta-lhe comer a Chapeuzinho e a Vovózinha... Como isso acontece e como o Lobo lida com toda essa adversidade é muito engraçado. A conclusão disso tudo está no título do livro: estragada! 



    Filme: Deu a Louca na Chapeuzinho
Ano: 2005
Duração: 80 minutos

Sei que o post é sobre livro, mais não podia deixar de falar desse filme que é uma versão bem interessante sobre a história. Mostra que existem diferentes pontos de vista sobre a mesma situação, tudo vai depender dos envolvidos. O que seria uma história cheia de doces vira uma  grande investigação para achar o livro de receita da vovózinha. 



       Divirta-se e caso conheça alguma versão interessante comente para compartilhe conosco. Ainda porque estou apaixonada pelas diversas versões da menina de chapéu vermelho e do lobo.

29 de maio de 2016

LIVRE CIRCUITO TÁTIL

Primeiramente gostaria de dizer que essa atividade foi desenvolvida com o Berçário, em um grupo que tem entre 1 ano e 1 ano e meio, na segunda semana de aula. Ou seja, adaptação ainda, portanto foi uma ótima atividade para interação entre as crianças e as educadoras, pois tudo passava pelo tocar, pelo sentir e o toque aproxima. Enfatizo isso porque geralmente posto atividades para maternal, mas considero a atividade pertinente para outras faixas etárias e para outros momentos sem ser adaptação, desde que tenha abordagens e contextualizações adequadas.


A atividade proporcionou um ambiente diferente para as crianças que ao entrarem na sala de aula se deparassem com um espaço totalmente modificado e um convite ao tocar e trocar com seus pares, tocar e sentir os diferentes objetos, brincar e principalmente explorar e experimentar o seu corpo e o lugar.




  
O espaço foi organizado com dois varais, no primeiro foi pendurado várias tiras de tecidos diferentes em texturas e cores. Assim as crianças poderiam tocar, passar, esconder-se. No outro varal, na outra extremidade, foi pendurado plásticos lisos e coloridos, plástico bolha e celofane colorido.



Pelo chão também forramos um plástico bolha, espalhamos bexigas de festa (essas recheamos com arroz, feijão, ervilha e farinha), algodão, uma vasilha com esponjas, escovas de diferentes tamanhos, madeiras, lixas e tecidos.





Outra coisa que produzimos foi um tapete de textura em que utilizamos lã, esponja, algodão, tecido, palha, plástico amassado e papel ondulado. Confeccionamos um bambolê com fitas de cetim coloridas e nas suas pontas chaves para fazer barulho e tocar.




A interação ocorreu de forma intensa, pois as crianças exploraram todos os espaços construídos.  Observamos que houve trocas entre as crianças, até a criança mais tímida, foi levada a compartilhar experiências com outras crianças. Foi belo vê-las trocando experiências, mesmo sem a oralidade desenvolvida a comunicação ocorreu de diferentes e gostosas formas. Assim aprimoramos a percepção visual, sensibilizados pelo tato e despertando os pequenos e as pequenas para a arte, além de aguçar a imaginação e criatividade. Tudo com uma linda trilha sonora: Yamandu Costa e Dominguinhos. Corra e monte o seu percurso sensorial, só não esqueça de comentar e compartilhar suas experiências com a gente. Todo conhecimento deve ser compartilhado.