19 de março de 2016

UM PÉ DE VENTO, PINTAR AO VENTO...

Livro: Um pé de vento
Escritor e Ilustrador: André Neves
Editora: Projeto

Sabe aquele livro que traduz o coração? Um pé de vento é um desses, que além de ser lindamente ilustrado é escrito com uma sensibilidade que faz com que a gente se apaixone pelo livro da capa até a última página.
O livro tem textura, tem sabor e tem envolvimento. Belo pela ilustração e pela história, o que não poderia ser diferente quando falamos de André Neves, quem vira e mexe carrego para sala de aula como já postei aqui no blog (atividade feita com outro livro dele que amo: Obax).

Um pé de vento é tão belo que levei o livro para ler despretensiosamente para meus alunos, sem nenhum projeto grandioso, só para uma rápida atividade onde o objetivo era proporcionar às crianças a sensação de pintar ao vento. Foi surpreendente como o livro tocou o coração dos pequenos.

O livro fala de como um toca o outro através de um diálogo sensível que ocorre entre uma menina e uma árvore. A relação entre esses dois seres vivos nos mostra o quanto há de sabedoria nas árvores e que temos muita a aprender com a natureza, basta nos permitirmos uma confabulação sensível com ela.

Para as crianças da minha turma, que tem entre 3 e 4 anos, perguntei-lhes sobre o vento, sentimos o vento produzido pelo ventilador, sopramos o rosto um do outro. Percebemos que o vento é sentido e não é possível vê-lo e nem mesmo segurá-lo,  mas o vento sim tem poderes de nos tocar e de se fazer existente. 

Para as crianças pintarem ao vento fizemos um varal com folhas de papel ofício penduradas como se fossem roupas. Ligamos os ventiladores e deixamos tintas de diferentes cores e pincéis para que as crianças pintassem livremente ao vento. Foi muito divertido e inteteressante ver as estratégias que elas utilizavam para pintar, uma vez que recomendamos para que tentassem não segurar o papel. 






10 de fevereiro de 2016

MERCEDES BAPTISTA: CORPO, RESISTÊNCIA E ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Nesse ano que findou trouxe para sala de aula algumas personalidades que causaram polêmica com questionamentos do tipo "Como você vai conseguir apresentar uma pessoa com a história tão dura?"... Bem, sou professora de Educação Infantil, portanto tenho mantido mente, corpo e coração aberto e assim, a forma de como trabalhar Mercedes Baptista foi dançando em minha cabeça e as crianças a acolheram tão bem que se tornou quase que uma coreografia o nosso projeto.



Como sempre começo contextualizando, contei aos alunos a história de Mercedes Baptista. Como não possuímos livros infantis sobre a bailarina imprimi várias imagens e a medida que as imagens iam aparecendo a história ia sendo contada, o que deu origem a um mural sobre a história da Mercedes que ficou na sala durante todo o projeto (e confesso que um pouco depois).


Em seguida trabalhamos um pouco de matemática inspirados na história, foi apresentada várias silhuetas de bailarinas para que as crianças transformassem em Mercedes Baptista, em seguida cortei vestidos com tecido para que pudessem enfeitá-la, porém eles tinham que achar o que cabia corretamente no corpo da bailarina que pintaram, como se fosse sombra... foi difícil, mas divertido com um ajudando o outro. Depois as bailarinas viraram um numeródromo, no qual quantificamos até quatro.

 

 

No dia seguinte assistimos um vídeo da história de Mercedes Baptista e descobrimos que além de ser a primeira bailarina negra do Teatro Municipal ainda foi uma pesquisadora da dança afro-brasileira. Com isso, a curiosidade que era para o dia seguinte mudou o planejamento (afinal planejamento é norteador não castrador) e por pedido deles fomos investigar a dança afro e nos apaixonamos.


Percebemos como as danças utilizavam as mãos e os pés de forma singular, essas foram observações constantes das crianças... e então resolvemos registrar o visto com as mãos e os pés dançando. Foi uma experiência maravilhosa e muito difícil. Com as mãos esticadas e um giz de cera nas mãos dançamos, a ideia era os dois braços fazerem o mesmo movimento e cada criança escolheu uma cor diferente, pois depois fizemos uma legenda (olha a matemática aí novamente) para identificar os e as artistas. A legenda foi feita a partir da identificação da cor e da letra do nome, utilizamos lixa para sentirmos uma textura diferente. Sempre gosto de oportunizar diferentes materiais para as crianças ampliarem seus repertórios artísticos e criativos.
  

 

 

Com os pés foi mais difícil ainda, após assistirmos mais um vídeo de dança afro pedi que percebessem os pés, após assistirmos pedi que tentássemos reproduzir o passo que eles mais gostaram no papel, para essa atividade os pés das crianças foram cobertos com plástico bolha. E assim pintamos e dançamos com os pés.
 
  

Outra atividade realizada foi a construção da fachada do Teatro Municipal, após muitas observações e apreciações de imagens e vídeos do teatro resolvemos fazer um para que a Mercedes Baptista pudesse estar nele. Usamos rolinhos de papel higiênico e papelão, muita tinta e papel picado azul. Assim ficou pronto nosso Teatro Municipal e brincamos muito antes dele ir para o mural.
   

Outros recursos utilizados para engrandecer o nosso projeto foi o livro infantil de outra bailairina negra a Josephine Baker (já indicado aqui) e o livro da escritora Sônia Rosa Maracatu, também já indicado aqui. Usamos vídeos sobre a artista e música afro para que as crianças dançassem e realizassem as atividades. Deixarei aqui dois vídeos das músicas utilizadas para quem quiser pesquisar mais e o caminho para baixar o livro de Paulo Melgaço: Mercedes Baptista a Criação da Identidade Negra na Dança.






  

25 de janeiro de 2016

ODE A UMA ESTRELA, UM POUCO DE NERUDA PARA CRIANÇA


 “Ao subir à noite
no terraço
de um aranha-céu altíssimo e aflitivo
pude tocar a abóbada noturna
e em um ato de amor extraordinário
apoderei-me de uma estrela celeste”

Assim começa essa história poesia ou poesia história, como preferir, escrita por Pablo Neruda. Inicia-se com um ato de amor impensável (ou não) de um homem que utopicamente crê que pode ter uma estrela. 
Ode a uma estrela é uma poesia de 1957 que vem encantar as crianças de hoje, os adultos de ontem e de antes de ontem. Ou seja, um livro para os pequenos, pais, mães, tios, tias, avós, avôs e quem mais quiser ler. O poema foi retirado do Terceiro Livro das Odes direto para esse maravilhoso livro infantil que apresenta esse grandioso escritor para o universo das crianças e que, sem pedir licença, deixa todos apaixonados. 
As ilustrações da espanhola Elena Odriozola dá mais vida e nos aproxima de forma singela da intensa fantasia que é alguém carregar em seu bolso uma estrela... ela dá luz ao poema que vem falar um pouco de amor, posse e liberdade, tudo junto e misturado.
Essa literatura infantil é um convite para adultos e crianças estarem juntos, uma boa oportunidade para correria do dia. É um livro para ser ler a qualquer hora, mas de noite deixa a gente com vontade de pegar nas estrelas, nem que seja só por um instante porque para amar não é preciso possuir e sim contemplar, como nos sugere o livro.

Livro: Ode a uma estrela
Escritor: Pablo Neruda
Ilustradora: Elena Odriozola
Tradução: Carlito Azevedo
Editora: Cosacnaiy

22 de outubro de 2015

QUANDO A LITERATURA AJUDA NA LUTA CONTRA A PEDOFILIA

A bola da vez é Valentina, uma menina de de 12 anos que participa do programa Master Chef... bem, como eu disse ela é a bola da vez, mas são milhares de meninas e meninos que passam por situações de violência sexual diariamente. É triste mas é real e para a nossa sociedade me parece até natural, vide os comentários que vão desde culpabilizá-la pelo desejo que o homem sentiu por ela até o chamá-la de vagabunda. Enquanto os comentários pedófilos transbordam pela internet a pequena que só buscou o programa sonhando em ser chefe de cozinha não tem maturidade para lidar com o que está acontecendo. Ontem também li uma reportagem da nadadora Joana Maranhão contando sobre os abusos sexuais que sofreu quando ainda era criança e treinava em um clube, na reportagem ela também falava do silêncio que tomova conta dela toda vez que tentava dialogar com alguém sobre o que lhe acontecia e principalmente da culpa que carregou - a culpa mais uma vez - além dos danos que  a violência ocasionaram a ela. Isso tudo me tira o norte, como sou educadora e trabalho com crianças a tristeza transborda quando o assunto é violência infantil.

Esse assunto é tão sério que foi criado o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes que é amparado por diversas campanhas criadas por ong's e pelo governo federal. Os números também não mentem, infelizmente não são baixos e retratam só os casos denunciados, os que ficam silenciados por vergonha ou medo nem entram nessas estatísticas.


Para denunciar o abuso e exploração
sexual infantil disque 100 ou busque
ajuda do conselho tutelar mais próximo.

Pensando nisso tudo, achei necessário apresentar dois livros que me ajudaram muito a abordar esse assunto difícil, mas necessário de falar. Principalmente para educadores, que devem estar atentos a todos os sinais dados pelas crianças, ainda mais quando esses sinais são de abuso sexual. É triste, mas é real e pode acontecer debaixo dos nossos olhares. Eu mesmo já tive um caso em sala de aula em que os livros Segredo Segredíssimo e Antônio me ajudaram muito. Em um dos casos era professora regente da turma e logo percebi que o rendimento da aluna nas avaliações estavam caindo. Mudei a estratégia de avaliação após conversar com a professora do ano anterior que me retratou um menina muito alegre. A mudança de comportamente é o principal sinal de que algo está errado, o medo de ficar sozinho e até mesmo agressividade e curiosidade nos assuntos sobre sexo. No segundo caso que vivenciei a alteração de comportamente foi o excesso de perguntas sobre sexo e a forma que perguntava foram os sinais. Nos dois casos busquei  ajuda da direção e denunciamos ao conselho tutelar, além de buscar apoio psicológico para a família. Solicitar ajuda é o primeiro passo, ainda porque a escola não resolve sozinho, temos que buscar apoio de todos os lados.


Livro: Antônio
Escritor: Hugo Monteiro Ferreira
Ilustrações: Camla Carrossine
Editora: Escrita Fina

Livro: Segredo Segredíssimo
Escritora: Odívia Barros
Ilustrações: Thais Linhares
Editora: Geração Editorial

Os dois livros tratam de pedofilia e abuso sexual com uma linguagem bem simples e mesmo a criança que não estejam passando por isso pode ler. Antônio conta a história de um garoto que sofre abusos do tio, esse livro é mais metafórico e um pouco extenso, porém uma história de fácil entendimento e muito bem escrita. O livro Segredo Segredíssimo retrata uma menina que sofre abuso de um tio também e que é ajudada por sua amiga, este é um livro mais direto e curto que faz a criança compreender a necessidade da ajuda de um adulto. As literaturas ajudam os adultos e principalmente as crianças. Devemos lembrar que esse assunto é nosso também, não é só da família. O próprio ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) traz essa obrigação coletiva pela criança e adolescente em vários momento (artº 18, artº 56). A complexida do assunto não o torna intocável, muito pelo contrário o torna necessário! 



2 de outubro de 2015

TITÃS PARA CRIANÇA SIM SENHOR!!!!

Livro: Família
Escritores: Arnaldo Antunes e Tony Bellotto
Ilustrador: Loro Verz
Editora: Salamandra

O livro acaba sendo uma jogada de mestre por transformar a canção dos Titãs em livro, primeiramente porque abre as portas para apresentar um dos discos mais importantes do rock brasileiro para os pequenos: o Cabeça Dinossauro. Segundo porque estamos em tempos de debates calorosos sobre família, portanto uma forma interessante de abordar o assunto com as crianças é unir literatura e música para trazer ao debate a diversidade dos formatos de famílias existentes. Principalmente porque dá para dialogar com a rotina de qualquer família... logicamente que toda família, em algum momento da vida, seja da forma que for, almoça junto. 

O que é faz de uma família famíla?

O livro também é permitido para os maiores e dá até para aprofundar a crítica um pouco mais e falar da instituição família e de todas as outras instituições apresentadas no disco como a polícia e a igreja por exemplo. Vale lembrar que o Cabeça Dinossauro foi lançado em 1986, momento de redemocratizaçãoda sociedade brasileira. Para quem quiser conhecer um pouco mais sobre o tão marcante álbum dos Titãs indico o artigo de  Silvia Horwat de Morais Caetano que é bem interessante e para os educadores ajudará na hora de planejar a aula.


Voltanto ao livro, eu não poderia deixar de falar das ilustrações belíssimas do artista pástico Loro Verz que faz a música se tornar “leve e engraçada”, como ele mesmo diz que vê o mundo. Suas ilustrações torna o livro divertido e nos faz rir do que há de comum em todas as famílias: rotina, medos, coragens e conflitos!






19 de setembro de 2015

TARSILA NO UNIVERSO INFANTIL

Existem diversos livros infantis sobre a Tarsila do Amaral. Tenho alguns em minha estante e resolvi compartilhar com vocês, principalmente porque acredito que as obras da artista dialogam com o universo das crianças como ninguém. Os pequenos amam observar seus traços e digo isso porque minha filha de 3 anos que adora ver-ler os livros e vez ou outra a artista visita minha sala de aula. As reações são sempre singulares e infinitas, por isso acho que Tarsila do Amaral é uma deliciosa forma de abrir as portas para o universo das artes visuais. Mas vamos ao que interessa, os livros!!!

Livros: Tarsilinha e as Cores e Tarsilinha e as Formas
Escritoras: Patrícia Engel Secco e Tarsilinha do Amaral
Ilustração: Cris Alhadeff
Editora: Melhoramentos

Esses dois livros são bem interessante para os pequeninos que estão conhecendo as cores e as formas e nada melhor do que saber um pouco mais espiando as obras da Tarsila do Amaral. São livros curtos e simples, cada página uma obra e o chamar atenção para um detalhe, uma cor e uma forma. Ótimo para quem trabalha com Educação Infantil.

Livro: Uma Aventura no Mundo de Tarsila
Escritoras: Mércia M. Leitão e Neide Duarte
Ilustração: Cláudio Martins
Editora: Editora Brasil

Nesse livro temos um menino que se aventura em uma viagem pelas obras da Tarsila do Amaral. O diferencial desse livro é que faz as crianças pensarem nas entrelinhas dos quadros, pois dialoga o tempo inteiro com o leitor. É interessante porque leva a criança a criar na criação da pintora, permitindo aos pequenos intervirem e se sentirem tarsilas. Muito legal para os pequeninos, mas bem interessante para os maiorezinhos, ou seja, educadoras da Educação Infantil ao Fundamental podem ,usar e abusar.

Livro: Tarsila do Amaral - Mestre das Artes no Brasil
Escritoras: Angela Braga e Ligia Rego
Editora: Moderna

Biografia para menores, é isso que a série Mestres das Artes no Brasil traz como proposta. Interessante é saber um pouco sobre a história da infância criativa da menina que se tornou uma grande artista, adulta que não perdeu a liberdade criativa que o universo das crianças tem. O legal também é ver como há elementos de sua história de vida dentro de seus quadros. Uma viagem ao universo caipirês da pequena notável.

Livro: Tarsila e o Papagaio Juvenal
Escritoras: Mércia Maria Leitão e Neide Duarte
Ilustrações: Nilton Bueno
Editora: Editora do Brasil

O Vendedor de Frutas foi a inspiração para uma história bem interessante, um universo em um quadro. Abre a possibilidade de pensarmos que cada quadro tem uma história então se não foi escrita, porque não propor aos pequenos que escreva suas versões sobre o quadro e os que ainda não dominam o código da escrita pode contar e recontar histórias sobre os quadros. Bem instigante esse livro, pois abre um universo de atuação.

Livro: O Anel Mágico da Tia Tarsila
Escritora: Tarsila do Amaral
Editora: Companhia das Letrinhas

O que pode passar pelo buraco de um anel? Presenteado pela Tarsila do Amaral se torna mágico e conseguentemente uma viagem ao tempo... e é assim que se apresenta o livro escrito pela sobrinha da Tarsila do Amaral. Ela narra a história da tia ilustrada pelas suas obras de arte como se tivesse vivido tudo isso bem de perto. Vai contando a vida, da infância à vida adulta, de quem não só herdou o nome e o anel, mas todas as lembranças vividas e resgatada nas pesquisas que se debruçou. Muito bem escrito e ótimo para crianças e adultos.

Livro: O Sonho do Abaporu
Escritor: Marcelo Cipis
Ilustração: Cipis d'après Tarsila
Editora: Caramelo

Por último ficou o preferido da minha filha, seu livro de cabeceira. Como ela ama o Abaporu o livro é lido e relido, pois conta aos pequenos que o Abaporu fugiu do quadro e foi perambular por outros lugares... recheado de ilustrações modernistas o livro nos brinda com a liberdade que a obra de arte de Tarsila do Amaral possui. Asas à imaginação e coloca asas nisso!!!! 

5 de setembro de 2015

POEMA PIAL E A LIBERDADE DE FERNANDO PESSOA PARA OS PEQUENOS.

Livro: Poema Pial
De: Fernando Pessoa
Organização: Maria Viana
Ilustração: Rosinha
Editora: Larousse Júnior

Tão pequenos e já conhecem Fernando Pessoa? Lógico que sim!!!! Sou o tipo de adulto que acho que a criança tem sensibilidade para dialogar com todas as artes, não acredito que exista arte para adulto e arte para criança, sendo assim defendo sempre ampliar o repertório dos pequenos... então vamos apresentar para eles o universo do poeta português Fernando Pessoa. Por que não?
Bem, para quem tem dúvidas de como, a dica que segue é do livro que traz o Poema Pial, um poema que parece não ter pé e nem cabeça... mas é isso mesmo que as poesias nonsense quer despertar no leitor: risos e surpreender. Tudo isso com um jogo de palavras que parece dizer nada, mas que, paradoxalmente, diz muito na construção poética. Ainda mais quando se diz para uma criança que tem a liberdade para navegar nesse surrealismo que muitas vezes nós adultos perdemos.
Outro ponto alto do livro é que resgata a história do poema através da belíssima ilustração, inspiradas em azulejos, que mostra uma viagem de trem, porque foi assim que nasceu o Poema Pial. Ah!!! Tenho a obrigação de dizer que tem instruções do próprio Fernando Pessoa  que vale seguir passo a passo ao ler esse instigante poema: “ Este poema deve ser lido de noite e num quarto sem luz... Não é preciso agitar antes de usar.”


30 de agosto de 2015

FOREVER YOUNG, BOB DYLAN VIROU LIVRO

Sabe aquele canção que você ama e que faz parte da trilha sonora da sua vida? Bob Dylan faz parte da minha vida e de alguns pais, mães, avós e avôs que conheço. A novidade é que ela virou livro e você pode apresentar a "música de adulto e de antigamente" para seus pequenos.
Bob Dylan fez parte da minha infância, era o som que meu tio tocava no fim da tarde com gaita e violão, era a música que estava no toca-fitas do carro para viajar... bem estava presente e quando vi que virou livro resolvi presentear minha filha com um pedacinho da minha história e nem preciso dizer que ela amou a magia de ver a música que a mamãe ouvia quando pequena no livro dela.

                                                     Livro: Forever Young
                                                                       Ilustração: Paul Rogers
                                                                       Escritor: Bob Dylan
                                                                       Editora: Martins Fontes

Mas chega de lero-lero e vamos ao que interessa: o livro! A canção que Bob Dylan fez para seu filho foi lindamente ilustrada por Paul Rogers que conseguiu criar o clima da música "Forever Young" a cada página e mostar a música como talvez nunca pensássemos, porque na realidade, além da música, ele ilustrou a vida do Bob Dylan, uma biografia de imagens embalada pela canção. O melhor de tudo é que ná útlima página ele explica cada ilustração e indica outras músicas do Bob Dylan. Uma obra-prima!!! Outro ponto positivo para nós é que o livro é bilingue, o que é maravilhoso para as crianças que já estão fazendo inglês.

                                                                   Notas do ilustrador.

Os que não conhecem Bob Dylan é um bom momento para conhecer na boa companhia de uma criança. Para os professores só digo que dá pano para manga... imagina uma autobiografia dos seus alunos ilustradas e com letra de uma música. Cada um fazendo a sua, pesquisando sua história e escrevendo seu livro. Outro aspecto explorável do livro é o estilo músical, conhecer o que deu origem ao que é ampliar a visão de mundo e oferecer diversidade cultural para eles, imagina um festival de história da música... e sem contar o fato de trabalhar o incentivo ao outro e o desapego inspirado na tradição country de dar um violão como prova de amizade e admiração. Vamos fazer nossos alunos se conhecerem melhor e doar algo para o outro que pode contribuir para seu desenvolvimento. O que é maravilhoso no livro são as possibilidades das diferentes disciplinas dialogarem, confira em algumas imagens: